sábado, 13 de agosto de 2011

Ao meu pai

Recordo-o ainda. Ele saiu, em um dia de sol, para viajar e nunca mais retornou para nossos olhos físicos.
Quando o trouxeram, era somente um corpo dentro de um caixão. Lacrado, ao demais, tendo em vista os dias passados desde a sua morte.
Meu pai era um homem alegre. Gostava de música, de dança, de estar com amigos, conversar, contar causos.
E ele os tinha às centenas. Toda vez que retornava de viagem, os filhos, éramos três os menores, nos reuníamos em torno da mesa, na cozinha ampla, para ouvi-lo.
Ele contava causos de forma pausada. Ia descrevendo as cenas, uma a uma, reproduzia os diálogos.
Por vezes, meu irmão e eu, mais impacientes, o interrompíamos: E daí, o que aconteceu? Conta logo.
Ele sorria mostrando seus dentes curtos, bem moldados. E continuava com a mesma calma, até o desfecho da história.
Tê-lo em casa era muito bom e significava que um de nós iria dormir na cama dos pais.
Por vezes, nossa mãe nos dizia que desejava ficar a sós com ele. Mas, mal despertava a madrugada, quem primeiro acordasse, corria para o quarto e se enfiava entre os dois.
Ele acordava e brincava conosco, fazendo cócegas, jogando travesseiro. Era uma festa!
Meu pai! Quantas saudades! Ele não era letrado. Desde bem jovem conhecera o trabalho duro.
Constituíra família cedo e os cinco filhos lhe exigiam que desse o máximo de si.
Insistia que precisávamos estudar. E estudar muito. A duras penas, pagou para cada um de nós o ensino fundamental, em escola particular.
Escolheu a melhor escola da cidade. Pagou cursos de piano, acordeon, violino para minha irmã, que cedo entrou para o mundo da música.
Meus irmãos e eu não chegamos a tanto, mas fomos brindados com o que ele tinha de mais precioso.
Ensinou-nos a honestidade, ensinou-nos que melhor era ser enganado do que enganar.
Viveu no tempo em que a palavra de um homem era documento mais válido do que nota promissória, duplicata ou qualquer título financeiro.
Legou-nos um nome honrado e disse-nos que o dignificássemos, ao longo de nossa vida.
Olhava para mim, com orgulho e dizia: Um dia você será uma pessoa muito importante!
Hoje, quando viajo pelas estradas, muitas delas velhas conhecidas de meu pai, eu o recordo.
Será que ele sabia que um dia eu seria alguém que viajaria, esclarecendo pessoas, ofertando cursos?
Ele não conheceu todos os netos. Partiu para a Espiritualidade, em anos jovens, deixando-nos um grande silêncio n’alma.
Em homenagem a ele, em nossos aniversários, nas festas de Natal e Ano Novo, nos encontramos.
Rimos, ouvimos música, dançamos. Porque ele nos ensinou a sermos assim.
A vida é dura, mas nós a podemos adoçar, se quisermos. – É o que dizia.
Meu pai, meu mestre, onde estejas, Deus te guarde. Especialmente nesta época em que os pais são recordados pelos filhos, que os brindam com presentes.
Meus irmãos e eu te brindamos com a prece da nossa gratidão: Obrigado por nos terdes dado a vida.
Obrigado por nos terdes ensinado a bem vivê-la.

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 16, ed. Fep.
Em 08.08.2011.

domingo, 17 de julho de 2011


Quanto vale uma vida?




Algumas pedras de craque? um carro? o beneficio de um aposentado? 10,20, 5 mil?
Vivemos com medo num mundo que convive com o total desrespeito a vida humana, animal e contra a natureza.
Acertos de contas, lavar a honra, questões religiosas, opção sexual? Nada justifica a violência, onde estão valores , que foram ensinados durante a infância? Onde estão os direitos humanos e deveres éticos? O que estamos fazendo enquanto sociedade para impedir ou contribuir para um mundo melhor? Em quem podemos confiar?As autoridades estão fazendo alguma coisa em relação a isso?
Tantas perguntar com um único intuito: Refletir!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Viver

Quero voar,
Mergulhar no céu da minha liberdade.
Quero sentir a brisa que toca,
e o vento gélido que corta a minha face.
Quero banhar-me no vai-e-vem das ondas,
Na espuma verdejante e húmida.
Quero sentar-me junto à areia,
observando o espetáculo do pôr do sol,
Na noite que ilumina e guia-me apenas com o brilho das estrelas.
Quero encher os meus pulmões com o aroma das flores
Que perfumam e embelezam,
No verde ande habitam aves que cantam.
Que nos encantam com sua sinfonia.
Quero encontrar o amor na força do jovem,
Na doçura da criança e na sabedoria do idoso.
Quero fazer parte dos acontecimentos da vida,
Construindo assim minha própria história.
Quero partilhar minhas alegrias com meus amigos,
E aprender com a dor que nos toma nos momentos de fraqueza.
Quero corrigir minhas falhas,
Compreendendo e perdoando meus semelhantes.
Quero cantar para os quatro cantos do mundo
O quanto viver é maravilhoso,
Até que um dia, num último suspiro partirei livremente
Com a certeza de que vivi e não apenas deixei a vida
Passar diante dos meus olhos.

Rosangela Tavares

domingo, 9 de agosto de 2009

Último dia (Paulinhi Moska)

Meu amor
O que você faria se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar Me diz, o que você faria?
Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia?
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia?
Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?
Corria prum shopping center
Ou para uma academia?
Pra se esquecer que não dá tempo
Pro tempo que já se perdia?
Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?
...
Andava pelado na chuva?
Corria no meio da rua?
Entrava de roupa no mar?
Trepava sem camisinha?
Meu amorO que você faria?
O que você faria?
Abria a porta do hospício?
Trancava a da delegacia?
Dinamitava o meu carro?
Parava o tráfego e ria?
Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?
Me diz o que você faria?

domingo, 26 de julho de 2009


Gripe e resfriado não são a mesma coisa! Ambas as doenças são de origem viral, transmitidas por meio de gotículas de saliva ou secreções nasais contendo estes micro-organismos, e apresentam como sintomas: cansaço, indisposição, dores musculares, corrimento nasal e dor de garganta. Entretanto, quando o sujeito se encontra gripado, estes são mais intensos e incapacitantes, fazendo com que, muitas vezes, nem tenha condições de sair da cama. Febre alta, de surgimento repentino, também tende a fazer parte do quadro gripal. Estes sintomas surgem em até uma semana após a exposição ao vírus, e perduram por aproximadamente cinco dias.
Ocorrendo em todas as partes do mundo, é causada pelo vírus Influenza: um RNA vírus da Família Orthomyxoviridae, altamente contagioso e com grande capacidade de mutação. Existem três tipos de vírus Influenza: A, B e C. Os dois últimos acometem apenas a nossa espécie, sendo o do tipo C o mais brando e menos frequente. Já o Influenza A, é capaz de infectar diversas espécies animais, sendo também o responsável pelas epidemias e pandemias gripais. Este é classificado em subtipos, de acordo com o arranjo das moléculas de sua superfície.
Nos séculos XX e XXI ocorreram três pandemias: a gripe espanhola, entre 1918 e 1919, causada pelo H1N1; a gripe asiática, 1957 – 1958, pelo H2N2; e a gripe A (anteriormente denominada gripe suína), em 2009, sendo o H1N1 responsável por ela.
Crianças entre 6 e 23 meses de idade, idosos, portadores de doenças crônicas e indivíduos imunodeprimidos geralmente estão mais suscetíveis a este vírus, uma vez que tendem a ter o sistema imunológico mais frágil e, por isso, os riscos de desenvolver complicações, como pneumonias bacterianas, são maiores. Assim, é indicado que estes indivíduos, e também profissionais de saúde, vacinem-se anualmente contra a gripe.
Prevenção:
Alimentação balanceada e saudável; ingestão de líquidos, preferencialmente não muito gelados; dormir pelo menos oito horas por dia; e prática regular de exercícios - medidas necessárias para manter-se saudável e com o sistema imunológico ativo, evitando incidências de gripes e uma gama de outras doenças. Além destas medidas, vale ressaltar:
• Sempre lavar as mãos com água e sabão; • Evitar aglomerados humanos, principalmente se houver pessoas doentes nestes locais;
• Em surtos de gripe, utilizar máscaras quando seu uso for indicado pelas autoridades;
• Vacinar-se anualmente, caso pertença ao grupo de risco (idosos, imunocomprometidos, etc.). Importante:
Está gripado? Repouso, ingestão abundante de líquidos e uma dieta equilibrada são essenciais. Em casos de febre, faça compressas frias. E lembre-se de que apenas o médico é capaz de indicar um remédio apropriado para esta situação. Não se automedique!
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

domingo, 19 de julho de 2009

Origem do nome de minha filha "Aglaupe"


Manchete - 22h30
de 16 a 26 de julho de 1990
8 capítulos
minissérie de Paulo César Coutinho
direção de Jayme Monjardim
SINOPSE
A sereia Teoxíope, de 3 mil anos, se apaixona pela escritor Ulisses. Ele se muda para a ilha buscando um ambiente melhor para seu trabalho e também para salvar seu casamento com Sophrosine.
Outras três histórias de amor acontecem na ilha, pois, quando as sereias estão por perto, elas não só seduzem os homens como despertam a paixão em todos os seres humanos das redondezas. E sem regras morais, a ponto de Sophrosine, madrasta do filho de Ulisses, Telêmaco, se apaixonar pelo enteado.
Há ainda as sereias Aglaope, que perde a imortalidade ao se casar com o pescador Orpheu e acaba morrendo. E Parthenope que atormenta o faroleiro Hélio, levando-o à loucura.
ELENCO
INGRA LIBERATO - Teoxíope
JOSÉ DE ABREU - Ulisses
MIKA LINS - Sophrosine
GIUSEPPE ORISTÂNEO - Telêmaco
ANDRÉIA FETTER - Aglaope
LUCIANO QUIRINO - Orpheu
NANI VENÂNCIO - Parthenope
MARCOS CARUSO - Hélio
RUY REZENDE - Polifemo
EDUARDO CONDE - Bronte
GEISA GAMA - Nausica
XANDÓ BATISTA - Laerte
GUILHERME PEREIRA - padre
PAULO CÉSAR COUTINHO - recepcionista de hotelBastidoresConfusa minissérie que serviu para mostrar